A cidade de Lankhmar, a Cidade das Sete Mil Vintenas de Fontes de Fumaça, a Cidade da Toga Negra, é o centro da civilização. Ao menos é isso que a maioria dos lankhmartianos pensa, e quem irá discutir com eles. É uma grande metrópole, o auge da civilização, com todos os prazeres e comodidades conhecidas disponíveis àqueles que sabem onde procurar. Mas também é um lugar de perigo, de forças sinistras, de depravação e morte. É um lugar repleto de ladrões, assassinos, nobres, damas da noite, mercadores, soldados, e sim, mais ladrões.
Esta é uma adaptação para Old Dragon 2 do Livro de Cenário “Lankhmar: Cidade dos Ladrões” escrito por Thomas M. Reid para Savage Worlds. Todo o texto deste material foi retirado do material originário para servir de base principalmente para os jogadores de uma campanha idealizado nesse mundo de jogo. Para os Mestres, a caso queiram se aprofundar nas histórias de Fafhrd e Rateiro Cinzento, indica-se o livro supracitado publicado pela editora Retropunk, ou quaisquer livros do famigerado autor Fritz Leiber.
Lankhmar fica na extremidade norte de uma grande ilha — alguns chamariam de continente — também conhecida como Lankhmar. A cidade brota de um ponto de rocha proeminente indo em direção ao Mar Interior, um grande corpo de água que é o centro do comércio marítimo no mundo de Nehwon. É cercada por maciços muros de pedra, esses perfurados em vários lugares por grandes portões grandes o suficiente para levar várias carroças para dentro lado a lado. As ruas em Lankhmar fazem voltas e reviravoltas, com todos os prédios apertados juntos lado a lado, a maioria deles com três ou quatro andares de altura, se não mais. Vielas, menores e mais sujas, vão das principais vias públicas até vielas ainda menores e mais sujas, tomando outras rotas pra longe dessas.
É nessas vielas e caminhos que jaz o submundo dos ladrões de Lankhmar. Ladinos astutos o suficiente para bater carteiras, cortar uma bolsa, ou dar fim a uma vida ficam nas sombras dessas vielas. Entradas secretas escondidas e geralmente esquecidas para porões, esgotos e catacumbas também são encontradas nessas passagens tortuosas e escuras. É aqui onde a verdadeira aventura é geralmente encontrada, onde heróis e vagabundos bravos o suficientes para passar pelos altos e hostis muros, ousando passar pelas voltas e reviravoltas, ganham seus rilks de ouro.
No lado norte da cidade, onde o ar é levemente mais claro e fresco, ergue-se a cidadela, um complexo fortificado dentro da cidade. Dentro dessa área fica o Palácio Arco-Íris, de onde o Soberano de Lankhmar vive e governa. Grandes jardins, as docas reais, e mil e um cômodos de deleites decadentes estão escondidos dentro da cidadela, onde apenas os ricos vão para serem entretidos, e os pobres pare servirem — geralmente para nunca mais serem vistos.
Do Portão do Pântano no lado leste da cidade se estende a Rua dos Deuses, onde todos os Deuses em Lankhmar competem uns com os outros por seguidores. Os clérigos dos menos conhecidos entre eles catequizam na área da rua próximo ao portão, enquanto que os mais poderosos ocupam os templos mais luxuosos na extremidade oeste, perto das docas da cidade. É lá que o proibido e selado Templo Negro dos Deuses de Lankhmar pode ser encontrado, pairando e vigiando, mas sempre em silêncio.
O principal entre os muitos recursos de Lankhmar são os grãos que ela colhe e envia para outras partes de Nehwon. Imponentes torres de grãos se elevam ao longo do lado ocidental da cidade, grandes silos cheios do outro tipo de ouro. Pouco depois deles ficam as docas, longas extensões de píer e cais onde trabalhadores carregam e descarregam grandes navios a todas as horas do dia e da noite. Essas embarcações carregam grãos para outras terras ou trazem madeira e mais mercadorias exóticas de volta. As docas ficam sobre o Rio Hlal, que segue seu curso na parte ocidental da cidade.
Na parte sul da cidade, enfiada em meio a vários cortiços cheios de pequenos apartamentos, fica uma das maiores maravilhas de toda Lankhmar. A Praça dos Prazeres Obscuros é um mercado como nenhum outro. Durante o dia, ela abriga todo tipo de vendedores de rua expondo seus pães, raridades e quinquilharias, mas à noite, quando o céu escurece, os mercadores do dia vão embora, dando passagem para os fornecedores do incomum, do exótico e do ilegal.
Por hábito, poucas luzes iluminam a Praça dos Prazeres Obscuros de noite. A única iluminação vem de pequenas lanternas cobertas, insetos luminescentes capturados e demais fontes estranhas. Mercadores não falam alto; eles conversam em sussurros e acenos para vender seus produtos. Qualquer coisa rara e misteriosa pode ser encontrada à venda na praça, e cidadãos de todas as partes da cidade passam por aqui de tempos em tempos.
Perto da Praça dos Prazeres Obscuros fica o Parque do Prazer, um lugar relvado, com caminhos tortuosos e arvores estranhas e envolventes conhecidas como árvores reservadas. Os galhos das árvores reservadas criam um domo quando crescem, proporcionando um espaço privado dentro delas para casais atrás de um lugar romântico confiável ou para encontros entre indivíduos cautelosos. Os botões das árvores reservadas são muito cheirosos e atraem muitos insetos luminescentes notívagos, a tal ponto que cada árvore parece brilhar com milhares de pequenas estrelas
Perto do centro da cidade, entre as ruas Barata e dos Carroceiros indo geralmente entre norte e sul, e entre as ruas do Dinheiro e a dos Deuses indo mais ou menos entre leste e oeste, fica o coração do submundo de Lankhmar. A Câmara dos Ladrões, o quartel general da Guilda dos Ladrões, fica na rua Barata, com uma entrada lateral na Viela do Assassinato. A porta da frente, uma passagem flanqueada por duas tochas, fica do outro lado da Viela da Morte. Alguns quarteirões abaixo a Quadra da Peste, onde o Caminho Escuro cruza aquela rota, fica a Enguia Prateada, a taverna que se tornou famosa por ter entre seus clientes Fafhrd e o Rateiro Cinzento. Atrás da Enguia, onde a Viela dos Ossos ladeia a Quadra da Peste, fica viela sem saída onde um prédio decadente de três andares que já foi a casa do Rateiro e de Ivrian, agora jaz como uma pilha de madeira em ruínas.
